O estudo analisa a solidão entre homens brasileiros que fazem sexo com homens a partir de uma perspetiva de saúde pública e de determinantes sociais. Em vez de tratar a solidão apenas como um estado emocional individual, o artigo situa-a na vulnerabilidade material, na pertença comunitária, nas redes sociais e na saúde comportamental.
A amostra incluiu 1196 participantes, e mais de metade relatou solidão moderada ou elevada.
Principais resultados
- 52,7% dos participantes relataram solidão moderada ou elevada.
- Maior vulnerabilidade económica e uso problemático de substâncias associaram-se a mais solidão.
- Estar numa relação amorosa, maior pertença comunitária e redes centradas em pessoas LGBTQIA+ associaram-se a menos solidão.
- O estatuto serológico para o VIH não se relacionou significativamente com a solidão no modelo ajustado.
Os resultados apontam a segurança material, as redes que afirmam a identidade e o apoio social comunitário como caminhos para reduzir a solidão. Para métodos, modelos completos e limitações, consulte o artigo.
Citação
Alckmin-Carvalho, F., Teixeira, I., Proença, C., Martins, N., Wendt, G., Santos, M., & Pereira, H. (2026). Social determinants of loneliness in Brazilian men who have sex with men. Social Sciences, 15(6), 360. https://doi.org/10.3390/socsci15060360